segunda-feira, 12 de março de 2012

Bom momento para estudar Economia!

É com muita satisfação que o Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura, do Departamento de Economia, participa da recepção à turma de estudantes que ingressam agora no Curso de Ciências Econômicas da UFES. Muitas dúvidas e expectativas pairam na cabeça de quem

está iniciando um curso universitário, isso é normal, mas podemos dizer que vocês fizeram uma escolha acertada. Se o objetivo é desvendar as entranhas da economia, a forma como funcionam os mercados e suas contradições, não haveria momento melhor, pois estamos passando por uma daquelas situações muito ricas de desafios, tanto para quem toma decisões econômicas, como para quem procura interpretar a realidade de nossas sociedades em processo de grandes transformações. Portanto, aproveitem bem este momento singular!


O que tem sido o Grupo de Conjuntura?

O nosso grupo de estudos e pesquisa é formado por docentes e discentes com interesse em entender e debater a conjuntura. Ou seja, nosso objeto de trabalho é acompanhar o movimento cotidiano das decisões de política econômica e a dinâmica de funcionamento dos diversos mercados, a partir dos indicadores fornecidos continuamente por várias fontes de mídia e pelos diversos institutos de estatística, públicos e privados, com a intenção de elaborar análises próprias do grupo.

O grande desafio tem sido manter a equipe motivada na formação de estudantes, a partir de debates semanais e das atividades de pesquisa, coleta e organização de dados, bem como na elaboração permanente de pequenos textos para publicação em boletins impressos e na Internet.

O grupo se reúne às sextas, na sala 402, do ED IV, para os debates mais gerais sobre temas da conjuntura, mas, também, em equipes menores durante a semana, para orientação e distribuição de tarefas.

Para participar ativamente dos trabalhos do grupo, basta se inscrever nestas primeiras semanas do semestre. Venha participar dos estudos e debates conosco! Acesse o nosso Blog (http://conjunturaufes.blogspot.com) e dê sugestões!


Os temas mais abordados

Os últimos debates do Grupo de Conjuntura trataram de temas relevantes para a atualidade. A crise econômica mundial, como não poderia deixar de ser, esteve no centro das discussões, abrindo a oportunidade de debatê-la sobre diversos aspectos. Pudemos contar com a presença de professores e demais profissionais convidados, e debatemos desde as repercusões políticas e sociais das políticas de contenção fiscal na Europa e nos Estados Unidos, como também os reflexos da movimentação de grandes blocos de capital sobre as economias da América Latina, com especial atenção ao Brasil.

Um pouco do conteúdo dos debates

Tem ficado cada vez mais nítido que as propostas dos governantes, dos empresários e demais tomadores de decisão, que procuram desesperadamente uma solução para a crise mundial, impõem ainda mais sacrifícios para as classes trabalhadoras. O desemprego é um dos maiores problemas, e boa parte de quem consegue alguma ocupação tem que se sujeitar a trabalhar sob um regime de longas escalas de trabalho, para poder sustentar a família.

A rotatividade no trabalho é muito grande e os salários não acompanham o aumento dos preços e dos juros do crediário e, por isso, cada vez mais as pessoas estão ficando mais endividadas, presas à armadilha do crédito fácil.

Os cortes de gastos sociais do governo, tidos como principais instrumentos de controle da crise, servem na verdade para garantir a rolagem da dívida pública, que só faz crescer. O endividamento público se converteu num mecanismo de produção de riqueza fictícia e de transferência de receitas de impostos para os credores (grandes bancos e demais especuladores) via altas taxas de juros e, neste sentido, ela se reproduz continuamente. Porém, ela cresce também por conta de novos empréstimos utilizados pelos governos para salvar os bancos e algumas empresas especuladoras, especialmente aquelas que perdem as apostas especulativas que realizam.

A dívida pública, que antes era apenas um problema para os países dependentes, agora ameaça toda a Europa, os Estados Unidos e o Japão, trazendo grandes problemas de credibilidade ao sistema como um todo.
No Brasil, criou-se uma espécie de tábua de salvação para garantir o lucro fácil de muitas empresas estrangeiras. O governo foi promovendo vantagens para o investimento externo, como incentivos fiscais, empréstimos subsidiados, não cobrando alguns impostos das grandes empresas, flexibilizando a legislação trabalhista e relaxando a política de proteção ambiental. Assim, muitas multinacionais com dificuldades estão preferindo investir por aqui, pelas facilidades criadas recentemente.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

As contas não param de chegar...

Helder Gomes
Professor do Departamento de Economia


“Este mundo de mierda está embarazado de otro”
Eduardo Galeano (plaza de los indignados, Barcelona, 2011)


O fim de ano tem sido marcado por mais uma explicitação do acirramento da crise mundial. Os contínuos anúncios de que a situação econômica tende a se agravar ainda mais evidenciam que as políticas adotadas até o momento só aprofundaram o endividamento dos Estados nacionais, que procuram salvar o patrimônio das grandes corporações, com alto custo social. Revelam também a incapacidade daqueles que detêm o poder de decisão em nível internacional, em apontar perspectivas de solução definitiva para a armadilha que se meteu o capital mundializado na virada do século.
Os chamados global players e os governantes de plantão estão mesmo numa enrascada sem tamanho. Mas não largam o osso e mantêm a pose. Tentam administrar há décadas uma crise estrutural do capital pela via especulativa, criando toda sorte de instrumentos derivativos e de maquiagem da real situação dos grandes conglomerados mundiais, o que, grosso modo, significa a geração de um sistema multiplicador em escala exponencial de direitos fictícios sobre uma riqueza que, supostamente, seria produzida num futuro que ninguém sabe quando irá chegar. Na verdade, inventaram uma roleta russa e agora todos querem sair da brincadeira sem apertar o gatilho, como se fosse possível, depois que a festa está em adiantado estado de embriaguez e loucura.
Especulação sem qualquer perspectiva de controle (não adianta tentar controlar), Estados e empresas no limite do endividamento. Crédito pessoal multiplicando-se exponencialmente, tornando as famílias vulneráveis e reféns de toda sorte de cobradores (legais e ilegais). Forte imposição de cortes de conquistas trabalhistas seculares. Até quando se acreditará na possibilidade de que este castelo de cartas continue de pé sendo atacado por tão violentos tornados e tsunamis?
O pior de tudo é que, dentro da ordem, a saída da crise poderia exigir pelo menos três pressupostos: resolver a questão da hegemonia internacional, ou seja, impor uma derrota aos Estados Unidos da América (a maior potência rentista do planeta), desbancar o dólar viciado do papel de moeda mundial etc.; destruir a riqueza fictícia, o que significaria, por seu turno, impor uma derrota à dimensão especulativa do capital, começando pela monetização das dívidas públicas (quem tem coragem?); construir outro padrão de acumulação que regenerasse a capacidade de reprodução ampliada do capital pela via da produção, numa escala que exigiria um regime de exploração um tanto mais rígido que o atual, destruindo, inclusive, os parcos resquícios do Estado de Bem Estar Social que ainda restam nos países do norte. Tudo isso pressupondo que a madre Terra consiga suportar mais uma fase de uso predatório de suas riquezas naturais.
Estamos há décadas nessa batalha de titãs enlouquecidos. Grécia, Itália, Espanha no olho do furacão. As mobilizações nas ruas estão apenas recomeçando. Diante disso cabe indagar: é possível resgatar na ordem do capital a humanidade perdida, ou será que as novas ocupações de praças e vias da Europa, dos Estados Unidos, mas, também daqui, terão que ganhar bandeiras afastadas, há algum tempo, das lutas populares mais expressivas?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Palestra


Palestra

Gabriel Strautman
Secretário da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais

Tema:
Financiamento de Grandes Projetos de Investimento Multinacionais no Brasil e no Espírito Santo: O papel central do BNDES

Dia:
16/11/2011

Horário:
10 horas

Local:
Salão Rosa CCJE - ED-II - UFES.

Promoção:
Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura
Centro Acadêmico Livre de Economia
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Rede Alerta ES